Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
"não te preocupes com os teus" 2#

Estava na hora de voltar para o meu país. Desejava seriamente 

que uma nuvem de bom senso invadisse Portugal, mas para além  

 

de tudo isso estava agora numa situação muito dura. 

 

 

A altura de partir chegara, e as saudades invadiam agora o meu coração, como nunca antes (...)

Decidi dar-lhe um perfume que recebera no final do 9º ano. Ainda não o tinha usado, e este era o momento ideal.

Comecei a contrariar  a lei da natureza, ou seja da minha natureza, e pedi-lhe que pensasse em mim como um amor de verãoque não iria voltar a ver.

Ela arregalou o olhar e apresentou-se, e eu por entre as ondas do seu cabelo ruivo, disse:

'' não te apresentes, eu conheço-te. apenas me denomino de amor de verão, porque não quero voltar a ver-te"

no seu olhar inocente ela pediu que fosse clara e olhou para o horizonte encarnado, referindo a manhã de 2 de Agosto.


Sorri e gritei-lhe em tom baixo,- sabes bem que eu e tu fomos colocadas frente-a-frente por uma razão (mentalmente) pequena.


Forma-mos laços pelos quais estamos hoje unidas, e garanto-te que depois da saudade vêm os desentendimentos e as desavenças.- ela com tom subtil, respondeu.- tu estás a procurar respostas em perguntas. Concentra-te no presente, ou diria eu que estas a ser crudelíssima para comigo.



 

O meu pessimismo agarrou a desilusão e juntas ataram francamente uma corda, que tive de lhe dar, respectivamente convertida em palavras.

-foste uma barreira no inicio, com as conversas tornaste-te no meu chão, hoje estás aquém do esperado. não te vejo a ti, vejo a uma ruiva fria que pensa APENAS em si e na imagem que transparece. Não consigo nem te quero seguir mais, Mafalda.

Chegou a altura de reviveres este verão com saudades da amizade mais simples e mais audaz que tiveste .- garanto-te que te enganas esta foi e será a mais comum e mais leal relação a que tive direito. E se existe algo que te tornou única, foi teres dentro de ti, pedaços de mim, Diana. Não insistemos mais nesta terribilíssima conversa, e se não te importas vou te virar costas (...)

 

E sim virou, para poder acabar a conversa que eu comecei, o que demonstrou a sua alma frágil.

Eu segui viagem rumo ao meu sagrado país, deixando-a tristemente.

 

E guardei um pouco dela em mim.

 

 

 

 

 

 



publicado por annacatarina. às 10:26
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.pensamentos dispersos, dores profundas e decisões duras. ∞

uma corrente que inconscientemente vai destruindo familias, sonhos e um pouco de tudo. quando a nossa maior certeza é de que não estamos certos de nada, agir habilmente e calmamente pode (não) ser a solução.

os três que ficam e os três que vão. e tu, tens a certeza de quem protegerias?


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